Por que tenho medo? Como lidar com ele?

Medo. Por que tenho medo? Como posso lidar com o medo?

Quem nunca deixou de fazer algo por medo que atire a primeira pedra.

E ainda bem! 

Ainda bem que o medo existe. Se não fosse pelo medo, possivelmente a nossa esperança média de vida não seria grande coisa. Porque não teríamos uma reação instintiva que nos alertasse para os riscos de qualquer ação, como assegurar que não vêm carros antes de passar uma estrada ou verificar se é seguro mergulhar em águas desconhecidas.

Contudo, apesar do propósito do medo ser este, ele é possivelmente um dos maiores motivos que damos para não fazer algo. 

Sei por experiência própria e das pessoas que já se cruzaram comigo, que os maiores medos são: o Medo do desconhecido (de não saber o que acontecerá, se será bom ou mau, melhor ou pior);  o Medo de nos expormos ou falar em público; o Medo do que os outros vão dizer ou pensar sobre mim.

Quase que poderia apostar que algum destes medos já te impediu de fazer alguma coisa na tua vida. Verdade?

Então, como podemos lidar com o medo, afinal? 

Não sei o que melhor resulta contigo, mas posso dar-te algumas ideias que te poderão ajudar a lidares de forma mais tranquila com o medo.

Então, Pensa no teu medo maior e mais recorrente.

Já pensaste?

Boa! 

Agora experimenta o seguinte: 

  1. Entende de onde vem esse medo. Quando começaste a senti-lo? Foi alguma situação especifica? Foi algo que alguém te disse? Foi algo que te aconteceu? E se possível, experimenta escrever sobre ele. Vai ajudar-te a contextualizar, explorar e desconstruir esse medo.

    Porque muitas vezes os medos acompanham-nos a vida toda, sem nunca olharmos verdadeiramente para eles ou os questionarmos.
    Então, experimenta “sentar-te” com o teu medo. Olha-o de frente. Percebe a história dele. Compreende-o. Percebe do que te pretende alertar.
    Se deixares de ver o medo como o Todo-Poderoso, ou uma autoridade assustadora, poderás utilizá-lo a teu favor, tomando decisões mais ponderadas e sentindo-te mais confiante.
  2. Avalia se nessa situação, esse medo fazia sentido. Possivelmente sim. Então, sente compreensão e empatia por ti mesma. Assume que é natural que tenhas sentido medo, que te tenhas assustado, que tenhas trazido este medo contigo este tempo todo. Claro que sim!
    Não é suposto que deixes de ter medo!
    A ideia é que o saibas encarar e ultrapassar quando ele surgir.

  3. Faz uma lista de tudo o que já deixaste de fazer por esse medo, porque não te permitiste ir, fazer, arriscar, aceitar, recusar, o que seja.
    No fim, repara em todas as coisas que esse medo não te deixou experienciar.

    A ideia não é que fiques a lamentar o que já passou e não aconteceu. Nada disso! Passado é passado e permanece inalterado. O objetivo é que pegues nessas situações e encontres ainda mais razões e motivação para enfrentar esse medo no futuro e, não se coloque entre ti e as coisas que te são importantes.

  4. Relembra as tuas conquistas e vitórias. Temos muita tendência a agarrarmo-nos às coisas menos boas que nos acontecem, sobretudo quando são falhas ou erros nossos.
    Então, ao realçares e assumires as coisas que alcançaste ou ultrapassaste ajuda a que não te foques apenas nas menos positivas e assim, também sintas mais confiança e segurança.

  5. Define metas mais pequenas. Se tens um determinado objetivo, mas tens algum medo que te está a bloquear, experimenta dividir o caminho até lá em etapas mais pequenas.
    Desta forma, o salto não é tão grande, não é tão assustador e as pequenas vitórias vão te dando motivação para avançares.

  6. Experimenta ir trazendo pensamentos positivos quando esse medo surge. Tal como surgem os negativos, quem controla a tua mente és tu, então, decide trazer mais pensamentos positivos. Talvez no início seja estranho para ti. Mas vai tentando e insistindo.
    Visualiza o que queres realizar, vê o que queres que aconteça, como já sendo a tua realidade.
    Algo que me ajuda muito neste campo é colocar a questão “Porque não?”. Porque é que não posso? Tudo é possível, então prefiro escolher acreditar que é possível. Que vai acontecer.

  7. Foca-te na respiração. Respiração. Sempre.
    A respiração é uma das formas mais eficazes para te concentrares no momento presente, no agora.
    Deste modo, vai ajudar a aliviares a tensão, a regulares o teu batimento cardíaco e portanto, a acalmares. 

Não tens de aplicar já todas estas ideias. 

Faz ao teu próprio ritmo.

 

Se achas que por enquanto só consegues tentar aplicar uma destas, então começa por aí!
Não tentes fazer tudo, correndo o risco de não conseguir manter o foco e desistir.
Pensa na(s) ideia(s) que poderão resultar melhor contigo, ou nas que te sentes mais confortável em começar a aplicar e vai, com calma, com compreensão e sem cobranças.
Não te cobres se não conseguires obter já resultados.
Até porque nenhuma mudança tão relevante acontece da noite para o dia.
Leva alguma destas ideias contigo e vai experimentando.

Sê paciente e vai tentando.

No entanto, se sentires que não o consegues fazer sozinha, sei por experiência própria que o coaching é um ótimo aliado para ultrapassarmos os nossos maiores medos, aprendendo a lidar com eles e assim, não deixares que eles te limitem ou te impeçam de atingires os teus objetivos ou os teus sonhos.

Assim, agenda aqui a tua Sessão Zero, completamente gratuita!

Entretanto, recomendo-te o livro, “O poder do hábito” (EN: The Power of Habit) do Charles Duhigg, que nos dá uma perspetiva super interessante sobre os nossos hábitos, como se formam, como os podemos transformar, e como funciona a mente humana nesse aspecto. 

Na realidade, o próprio medo é para muitos de nós um hábito.

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Boas viagens 🙂

AL

 


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